sábado, 6 de junho de 2015

Isso pode ser considerado um final feliz ?

Postado por Innara Araújo às 6/06/2015 12:12:00 PM


Com o passar do tempo o relacionamento muda. O que era divertido, já não se torna tão legal assim. O que era novo, se torna rotineiro. Os "eu te amo" são cada vez mais raros. No começo era só você e essa pessoa, se afastaram um pouco até dos amigos pra começarem a sair a sós. Era uma sensação boa, uma adrenalina, vontade de estar o tempo todo com a pessoa. Aventuras, troca de ideias, músicas. Suas amigas já não aguentavam mais você falando dele o tempo inteiro. E os amigos dele? Ah, esses nem perdiam mais tempo chamando-o pra sair. Isso tudo é o começo. Borboletas no estômago, brisa leve, paixão inicial. Você apresenta ele pros seus pais. Sua mãe o adora, seu pai nem tanto. A família dele vira a sua segunda família. Vocês estão o tempo inteiro juntos. Volta à dois, filme de terror, pipoca com chocolate. Vocês são, além de namorados, melhores amigos, contam tudo um pro outro. Nada de segredos, planos pro futuro, formar uma família. Só que as coisas começam a desandar. Vocês estão meio afastados, se sentem distante mesmo estando abraçados. Já não saem mais juntos com frequência quanto antes, preferem sair com os amigos. Ela vai pro cinema com as amigas e ele pro bar com os amigos. E vocês estão cada vez mais longe. A distância é cada vez maior entre os dois. Compromissos, horários, tarefas. O que antes era lindo, hoje já não é tanto. Antes não tinha segredos, hoje quase não conversam. A rotina toma de conta. Nada de tempo, paixão esfria, telefonemas rápidos. Vocês se viam todos os dias, hoje é duas ou três vezes na semana. E assim vão prosseguindo até um dos lados cansar. Até aparecer coisas novas, interesses novos, e até uma outra pessoa com que possa viver aquele início novamente. E aí é cada um pro seu canto. Choro, angústia, saudade. Se um dos lados ceder, podem reacender o amor novamente. Mas esse é o grande problema : O orgulho. Acabam. As amigas dela fazem uma noite de pijama com muito chocolate e filmes. Os dele, o chamam pra sair e "pegar geral". Mas ambos tentam alegrar-los. Depois de alguns meses, passa. Ela encontra um novo namorado. Ele, mais um caso passageiro. E assim vão seguindo. Depois de um tempo, eles param pra pensar que não adianta procurar em outra pessoa o que só encontram um no outro. E a saudade bate. O arrependimento por terem deixado tudo aquilo acontecer. Ligar ? Tentar novamente ? Pedir perdão ? Não, isso não parece uma boa ideia. "Ela deve está feliz com outro" "Ele deve está pegando todas". Um dia se encontram na rua. Explosão de sentimentos, lembranças de tudo o que viveram. O orgulho é maior. Chega um tempo em que não dá mais. Ela já não é a mesma, ele já não aguenta de saudade. E os dois se encontram. Querem saber o que aconteceu com ambos nesse tempo todo separados. "Não posso dizer que namorei com outro cara, ele não vai me aceitar de volta" "Jamais diria a ela que tive vários casos, ela me acharia o maior galinha e iria embora sem pensar duas vezes". E mentem, afinal, querem ter o outro de volta. - Eu viajei muito, conheci vários lugares legais. E você ? - Ah, eu apenas trabalhei muito. E assim começa tudo de novo. Primeiro encontro, conversas novas, visitas frequentes. Reatam. Fazem novos planos pro futuro, pensam até em casar o mais rápido possível. E vão prosseguindo juntos. Ela, mais adulta. Ele, mais responsável. Se vai dar certo ? Isso a gente não sabe. O fim da história ? Nem toda história de amor tem um final feliz, talvez essa possa ser uma delas. 

-InnaraAraujo

 

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